No Ceará, trabalhadores vão às ruas contra a direita e o ajuste fiscal

21 de agosto de 2015 at 11:46 am Deixe um comentário

Postado: Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Contra a retirada de direitos, por liberdade, pela democracia, contra a direita e o ajuste fiscal o Ceará foi às ruas hoje pela manhã na capital Fortaleza. Servidores municipais organizados no Sindifort e Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, juntamente com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e outras entidades e movimentos tomaram as ruas para reafirmar que não aceitamos a agenda da direita em curso neste período, assim como as retiradas de direitos propostas pelo governo Dilma.

A manifestação se concentrou inicialmente na Praça Clóvis Beviláqua, ao lado da Faculdade de Direito da UFC, saindo em caminhada até a av. Treze de Maio, onde se juntam a servidores e professores em greve no IFCE e UFC.

O Sindifort reafirmou sua insatisfação contra a mudança do regime de celetista para estatutário dos trabalhadores da Emlurb, em defesa do IPM-Saúde, Previdência e das aposentadorias.

Veja as fotos da atividade em Fortaleza:

 

Leia abaixo o manifesto nacional assinado por diversas entidades no Brasil:

Manifesto nacional: Tomar as ruas por direitos, liberdade e democracia! Contra a direita e o ajuste fiscal!

Estaremos nas ruas de todo o país neste 20 de agosto em defesa dos direitos sociais, da liberdade e da democracia, contra a ofensiva da direita e por saídas populares para a crise.

– Contra o ajuste fiscal! Que os ricos paguem pela crise!

A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública.

Somos contra o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade.

– Fora Cunha: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos!

Eduardo Cunha representa o retrocesso e um ataque à democracia. Transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos. Somos contra a pauta conservadora e antipopular imposta pelo Congresso: terceirização, redução da maioridade penal, contrarreforma política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates etc.) e a entrega do pré-sal às empresas estrangeiras. Defendemos uma Petrobrás 100% estatal.

Além disso, estaremos nas ruas em defesa das liberdades: contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.

– A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por Reformas Populares!

É preciso enfrentar a estrutura de desigualdades da sociedade brasileira com uma plataforma popular. Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia e as Reformas necessárias para o Brasil: Reforma Tributária, Urbana, Agrária, Educacional, Democratização das comunicações e Reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.

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4º Congresso Nacional do PSOL será nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro Trabalhadores tomam as ruas contra a direita, o ajuste fiscal e a Agenda Brasil

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