Educação: No Dia dos Professores, profissionais de Barueri realizam manifestação na Câmara

17 de outubro de 2013 at 12:23 am Deixe um comentário

Professores denunciam más condições de trabalho e esquemas envolvendo as famílias do prefeito e ex-prefeito

Veja o Álbum de foto AquiFotos de Alexandre Maciel
 
professora Márcia Tavares
Professora Márcia Tavares da Direção do Sinpemor e Dirigente da Intersindical
Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, profissionais da rede municipal de educação tomaram as ruas de Barueri para reivindicar melhores condições de trabalho e denunciar o achatamento de seus salários vêm sofrendo, especialmente nos últimos oito anos, com a cidade sob o comando de Rubens Furlan (PMDB, gestão 2005/12) e Gilberto Macedo Gil Arantes, o “Gil” (DEM, atual).
Ato dos professores Municipais de Barueri (14) 
Célia Souza professora da da rede Municipal de barueri e dirigente da Intersindical
Entre tantos problemas apresentados pelos professores e professoras está a defasagem em seus pagamentos e grupos em que pais de estudantes são eleitos para debater plano de carreira dos professores, visando dar uma aparência democrática, enquanto se esvazia o debate político sobre a forma de progressão dos profissionais na rede pública.
Outro problema grave diz respeito à terceirização que já avança sobre as creches que estão sofrendo com a privatização de seus serviços. Em relação ao adoecimento dos professores, eles também reclamam da alta burocracia que dificulta a busca dos professores por tratamento médico.
 
Ato dos professores Municipais de Barueri (22)
 
 
 
 
Estruturalmente, os transtornos chegam aos laboratórios com a ausência de equipamentos , pisos das escolas quebrados, piscinas danificadas, falta de materiais de higiene e materiais didáticos de baixa qualidade.
 
Assédio moral e as famílias Furlan e Gil
 
 
Ato dos professores Municipais de Barueri (7)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Ari Dirigente da Coordenação da Intersindical Nacional
 
“Um dos motivos que dificultam a organização e mobilização dos profissionais da educação na cidade é que grande parte dos professores da cidade não são concursados. Uma parcela significativa dos profissionais é comissionada, que hoje chegam a 12 mil pessoas”, diz Célia Souza, professora da rede municipal de Barueri e dirigente da  Intersindical.

Com os profissionais em estágio probatório não é diferente. Segundo ela, quando estes tentam se mobilizar, geralmente são convocados pela direção e ameaçados por conta do período em que não se tem estabilidade alguma. “Como a maioria dos professores não tem informações sobre seus direitos, estes casos quase nunca vêm à tona”, alerta.
Célia, além de outros profissionais, denunciam o esquema de prestação de serviços que existe na cidade para beneficiar duas famílias poderosas ligadas à gestão pública de Barueri: “existe um loteamento das famílias Furlan e Gil que terceirizam serviços de limpeza, faxina, entre outros, e que prestam serviços em instituições públicas. Eles fazem as licitações e quem vence são eles mesmos”, explica. Além disso há escândalos de corrupção, como a compra de giz e de pen drives que foi comprovadamente superfaturada, por exemplo.
 
 
Ato dos professores Municipais de Barueri (42)Ocupação da Câmara
Em manifestação, que partiu da frente da Prefeitura, passando pelo centro da cidade, professores, estudantes e pais de alunos chegaram à Câmara Municipal, onde os vereadores realizavam uma sessão de votações.
No entanto, ao entrar na Câmara os manifestantes foram ameaçados pelo presidente da casa, que se recusava a ouvir suas reivindicações. “Se vocês não aceitarem, eu terei de chamar a polícia”, advertiu o vereador Chico Vilela (PTB).
Após muita persistência, os professores conseguiram fazer com que a sessão fosse interrompida e elegeram um representante para realizar uma pronuncia no plenário.
Apenas o início
A Intersindical, que está lado a lado com os professores de Barueri, entende que esta é uma luta que ultrapassa os limites da cidade e do estado de São Paulo. A luta dos profissionais de Barueri é nacional e perpassa por todas as contradições do ensino público no país. É também a luta dos professores do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Osasco e só está começando.
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