Combate ao desmatamento começa investigando a corrupção e o crime organizado

6 de abril de 2012 at 11:02 am Deixe um comentário

EcoD Projeto do Instituto Ecodesenvolvimento

Postado: Adital

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A cada dois segundos, uma área florestal do tamanho de um
campo de futebol é derrubada por madeireiros/Foto: Cifor

Nos últimos anos, o índice de desmatamento das florestas brasileiras tem reduzido significativamente, embora ainda esteja longe da meta de desmatamento zero, proposta pelo Greenpeace. Em nível global, o desflorestamento também é preocupante: a cada dois segundos, uma área florestal do tamanho de um campo de futebol é derrubada por madeireiros.

Visando combater efusivamente a derrubada ilegal de matas, o Banco Mundial divulgou um novo relatório, no dia 20 de março, que classifica o estado atual do desmate no globo de "epidemia”. O documentoJustiça para as Florestas: Melhoria dos Esforços da Justiça Criminal para Combater a Extração Ilegal de Madeira (Justice for Forests: Improving Criminal Justice Efforts to Combat Illegal Logging) propõe a utilização do sistema de justiça criminal para combater o desmate ilegal, punir a criminalidade organizada e descobrir e confiscar os lucros ilegítimos da extração ilícita de madeira.

A principal dica do relatório é, na verdade, uma máxima da investigação: siga o dinheiro. O documento afirma que para punir eficientemente as grandes facções criminosas as autoridades precisam olhar além dos criminosos que "sujam as mãos” – e, como exemplo, cita um caso de maio de 2010, a retirada de madeira levou à prisão de 70 pessoas em Mato Grosso, incluindo servidores da Secretária estadual de Meio Ambiente e um ex-deputado.

Estratégias

Segundo estimativa do Banco Mundial, a extração ilegal em alguns países responde pela "bagatela” de 90% de toda a madeira extraída e gera um lucro entre US$10 e 15 bilhões por ano. O dinheiro, livre de impostos, acaba em poder das autoridades por outro meio: o suborno.

Em suma, o documento contém recomendações normativas e operativas para que estadistas, agentes florestais e policiais trabalhem juntos nas estratégias da justiça criminal contra a derrubada ilegal e façam melhor uso dos fluxos de informação financeira.

O Justice for Forest ressalta ainda que a maioria dos crimes florestais não é detectada nem relatada. Além disso, as estimativas de lucros ilegais gerados pela criminalidade florestal não captam seus enormes custos ambientais, econômicos e sociais – aumento das emissões carbônicas, ameaças à biodiversidade e a subsistência das populações rurais.

Acesse o relatório completo (em inglês)

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